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A Polícia Federal e a Receita Federal desarticularam organização criminosa especializa em lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas

A Operação Vertigem é um desdobramento da Operação Enterprise, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2020. (Fotos: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagram nesta terça-feira (15) a Operação Vertigem, que tem como objetivo reprimir e desarticular um esquema de lavagem de dinheiro operacionalizado por meio da negociação e aquisição de apartamentos de alto padrão na cidade de Balneário Camboriú (SC). As aquisições foram subsidiadas com recursos oriundos do tráfico internacional de drogas.

Foram expedidos cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Itajaí (SC), Balneário Camboriú (SC) e Arapongas (PR). Também foi decretado o sequestro de um imóvel de luxo que é objeto da lavagem de dinheiro.

As investigações revelaram que o esquema criminoso ocorreu mediante a realização de negócios jurídicos fraudulentos custeados com dinheiro de procedência ilícita, havendo ainda o subfaturamento do valor dos imóveis e a utilização de “laranja” como forma de ocultar a identidade do real comprador, que seria um narcotraficante internacional chefe do grupo criminoso responsável pela remessa de diversos carregamentos de cocaína para a Europa através do Porto de Paranaguá (PR).

Em relação a um dos imóveis objeto da lavagem, verificou-se indícios do envolvimento da construtora responsável pelo empreendimento, que teria recebido uma grande quantia de dinheiro em espécie sem qualquer formalização contratual ou a devida comunicação aos órgãos competentes.

O trabalho é um desdobramento da Operação Enterprise, deflagrada pela Polícia Federal no dia 23/11/2020 em diversos Estados da Federação e no exterior para combater um conglomerado de Organizações Criminosas voltadas para o crime de tráfico internacional de drogas.

A investigação deflagrada hoje recai sobre a lavagem de dinheiro praticada por um dos principais integrantes desta estrutura criminosa desmantelada na Operação Enterprise.

Os investigados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro, com penas que podem variar de 3 a 10 anos para cada ação.

Com informações da Comunicação Social da Polícia Federal em Curitiba

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