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Paraná recebe 29 refugiados da guerra na Ucrânia e cria força-tarefa com serviços de apoio

A força-tarefa contará com serviços de saúde, educação, apoio psicológico, encaminhamento para emprego, entre outros necessários. (Foto: José Fernando Ogura/AEN)

O Paraná recebeu nesta sexta-feira (18) um grupo de 29 ucranianos refugiados de guerra – Rússia e Ucrânia estão em confronto desde o mês passado. O grupo, formado em sua maioria por crianças e mulheres, passará dois dias na Capital, alojados na Primeira Igreja Batista (PIB) de Curitiba. Depois disso, segue para Guarapuava, na Região Central, onde ficarão sob cuidados de diferentes denominações evangélicas até que casas sejam construídas em Prudentópolis, na Região Centro-Sul – a cidade tem a maior comunidade ucraniana do País.

Uma nova delegação de refugiados, com 50 pessoas, chegará ao Estado na próxima semana.

Os serviços estaduais de atendimento aos refugiados ficará centralizado na Superintendência Geral de Relações Institucionais, vinculada à governadoria.

“Existem coisas que o terceiro setor pode fazer, mas há ações que são prerrogativas do Estado. Vamos abrir o Estado para esses refugiados ucranianos, auxiliando de todas as maneiras, seja resolvendo possíveis entraves diplomáticos ou oferecendo toda estrutura na área de saúde e educação, por exemplo”, disse o superintendente do órgão, Daniel Vilas Bôas.

Humanitária – Responsável pela primeira acolhida do grupo, o pastor da PIB Paschoal Piragine Júnior explicou que a ajuda humanitária envolve mais de 2 mil igrejas no mundo. Esse grupo, inclusive, já conta com orçamento próprio para a construção das casas em Prudentópolis – Governo do Estado e prefeitura municipal estão se organizando para viabilizar a doação do terreno.

“Esse grupo vai ficar aqui no mínimo um ano, se não migrarem definitivamente. Essas crianças precisam de saúde, de educação, de cuidados que nós não temos capacidade para fazer, como tomar vacinas. Por isso precisamos do apoio do governo estadual”, destacou.“Essas 29 pessoas escolheram vir para o Brasil e vão escolher se querem ficar aqui ou não depois que a guerra acabar. Precisamos estar prontos para ajudá-los”, completou o pastor Elias Dantas, que acompanhou o grupo desde a fronteira da Ucrânia com a Polônia, uma viagem de sete dias, por questões burocráticas, até o desembarque na igreja curitibana.

Com informações da AEN 

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