Paraguai

Itaipu: Propostas brasileiras são “inaceitáveis”, diz chanceler paraguaio

Segundo Acevedo, o que foi proposto pelo Brasil é prejudicial aos interesses da ANDE e, portanto, para o Paraguai. (Foto: Itaipu Binacional/Agência IP/Reprodução)

O chanceler paraguaio, Euclides Acevedo, admitiu que o processo de negociação de Itaipu está “paralisado”, porque as propostas apresentadas pelo Brasil são “inaceitáveis”, pois prejudicam os interesses da Administração Nacional de Energia Elétrica (ANDE) e, portanto, do Paraguai.

“Eles (o Brasil) não querem apenas baixar a taxa, mas ao mesmo tempo querem que o acordo da ANDE com a Eletrobras seja revisto e isso é absolutamente inadmissível”, revelou o chanceler nesta segunda-feira (28) em entrevista a jornalistas de diversos meios de comunicação, no Palácio do Governo.

Ele destacou que a ANDE é obrigada a defender os próprios interesses e ser a única responsável pela gestão da energia produzida por Itaipu, e que corresponde ao Paraguai. Segundo Acevedo, o que foi proposto pelo Brasil é prejudicial aos interesses da empresa paraguaia e, portanto, para a Nação.

O Chanceler também destacou a necessidade de que a ANDE continue investindo no fortalecimento do sistema elétrico paraguaio.

“Devemos pedir aos industriais um convênio com o Estado para ter um plano de infraestrutura e, desta forma, utilizar a energia produzida, porque a que nos corresponde deve ser usada”, disse.

Guerra – O chanceler falou de uma melhora na situação dos estudantes paraguaios na Rússia, apesar da guerra com a Ucrânia.

“Já organizamos mais ou menos os mecanismos para enviar o dinheiro”, relatou.

Ele também afirmou que a Embaixada do Paraguai em Moscou está atenta à comunidade paraguaia no país e esclareceu que o novo embaixador, Víctor Alfredo Verdún, que tomou posse nesta manhã, viajará à capital russa quando as circunstâncias assim o justificarem e o Presidente da República assim o decidir.

Combustíveis – Perguntado sobre o problema do aumento dos preços dos combustíveis, Acevedo disse que as conversas com os potenciais novos fornecedores de combustíveis estão a cargo da petrolífera estatal Petropar e do Ministério da Indústria e Comércio (MIC). No entanto, segundo o Chanceler, ele também está acompanhando as conversas a pedido das referidas instituições.

“Estamos procurando novas fontes de abastecimento de petróleo que sejam o mais convenientes possível. Uma delas é o Azerbaijão e vamos ver, não podemos ficar sujeitos a apenas um ou dois fornecedores”, disse ele.

Com informações da Agência IP

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