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Anvisa impõe restrições imediatas para comércio e uso de Carbendazim em agrotóxicos  

Agência Nacional de Vigilância Sanitária também definiu um prazo para proibição definitiva. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, determinou ontem (8), a proibição do ingrediente ativo Carbendazim em produtos agrotóxicos no País. Os aspectos toxicológicos que motivaram a reavaliação do Carbendazim são as suspeitas de mutagenicidade, carcinogenicidade, toxicidade para o desenvolvimento e toxicidade reprodutiva.

Diante da decisão, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu um Informe nesta terça-feira (9) alertando sobre a proibição do ingrediente ativo Carbendazim em produtos agrotóxicos no Brasil.

A Anvisa proibiu a importação, produção, comercialização e uso de produtos técnicos e formulados à base de Carbendazin de forma gradual e contínua, ficando proibidas de imediato a importação de produtos técnicos e formulados e a produção de produtos técnicos a partir da vigência desta Resolução.

A partir da data de 8 de fevereiro de 2023, fica proibida de forma definitiva a comercialização de agrotóxicos formulados com ingrediente ativo Carbendazim, conforme Resolução – RDC nº 739/2022, da Anvisa.

Imediatamente – De imediato fica proibida a utilização de produtos formulados com ingrediente ativo Carbendazim por meio de tecnologias de aplicação manual costal e por tratores de cabine aberta. Também fica proibida de imediato a aplicação com equipamentos semiestacionários e estacionários (entende-se por pulverizadores que podem ou não ser utilizados com trator, como exemplo o uso de mangueiras e pistolas de pulverização).

Os produtos adquiridos pelos agricultores, pessoas jurídicas ou físicas, e pelas indústrias de tratamento de sementes, destinados ao uso final, poderão ser utilizados até o esgotamento, respeitando o prazo de validade do produto.

Os agrotóxicos à base de ingrediente Carbendazim, bem como todo e qualquer agrotóxico, só poderão ser comercializados e utilizados mediante Receita Agronômica prescrita por profissional de agronomia legalmente habilitado.

Com informações da Adapar 

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